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Dados do Trabalho


Título/Title/Titulo

Enxerto de membrana biológica de intestino delgado de suíno na cicatrização de córnea de cão: relato de experiência

Introdução/Introduction/Introdución

O enxerto de membranas biológicas tem sido uma alternativa viável utilizado para a reparação de lesões extensas e ou profundas da córnea em animais e seres humanos. Estas membranas podem ter diversas origem, como de pericárdio homólogo, membrana aminiótica e submucosa de intestino delgado de suínos, sendo conservadas refrigeradas, liofilizadas, congeladas ou em glicerina. A membrana de submucosa de intestino delgado de suíno implantada em úlceras de córnea profundas em cães e gatos se mostrou um tratamento viável quando comparado ao método tradicional, pois mantem a transparência corneana, sua integridade e a visão. Contudo, durante a reconstrução da superfície ocular pode haver a permanência de cicatriz, reabsorção parcial da membrana, pigmentação e visão prejudicada. Entre as doenças de córnea que necessitam de correção cirúrgica e reconstrução da córnea pode-se citar o dermóide, uma massa de crescimento normal em local ectópico, de caráter congênito, de origem embrionária, podendo conter tecido conjuntivo, epitélio escamoso queratinizado, folículos pilosos e glândulas. O tratamento consiste na realização da ceractetomia lamelar superficial e, dependendo da extensão e profundidade da lesão, a utilização de membrana biológica pode ser uma alternativa para auxiliar na cicatrização e na prevenção de possível perfuração de córnea.

Objetivos - Metodologia - Resultados - Discussão dos Resultados/Objectives - Methodology - Results - Discussion of Results/Objetivos - Metodología - Resultados - Discusión de los resultados

Com objetivo de avaliar a cicatrização da córnea mediante a utilização de membrana biológica de submucosa de intestino delgado de suíno (Vetrix® BioSIS ECM Technology), relata-se um caso clínico de dermóide límbico com extensão em córnea, no olho esquerdo de um cão da raça Shih Tzu, macho, com uma ano e meio de idade. O cão passou por procedimento de ceratectomia lamelar superficial para correção de dermóide e recebeu o enxerto da membrana biológica, suturada com pontos simples separado e fio de nylon 9-0, além de uma tarsorrafia temporária. No pós-cirúrgico o paciente recebeu terapia antibiótica tópica a base de moxifloxacino e analgesia sistêmica, por via oral, a base de cloridrato de tramadol. Com 24 e 72 horas de pós-cirúrgico foi observada descarga conjuntival, lacrimejamento, blefaroespasmo, reflexos visuais (ofuscamento e ameaça) presentes e visualização da membrana na superfície ocular. Sete dias após o procedimento, a membrana já apresentou sinais de transparência na superfície corneana, descarga conjuntival normal, lacrimejamento, redução do blefaroespasmo, reflexos visuais presentes, além de teste de fluoresceína positivo para área central do enxerto e intensa vascularização sobre o enxerto proveniente da região de limbo. Com quatorze dias, houve aumento da área de transparência, o lacrimejamento ainda estava presente, reflexos visuais presentes, além de área de vascularização mais concentrada em região periférica do enxerto.

Considerações Finais/Final considerations/Consideraciones finales

Até o referido momento, a cicatrização da córnea foi considerada satisfatória e o enxerto da membrana uma alternativa viável após a exérese de dermóide límbico, principalmente com retorno da transparência corneana e manutenção da visão, sendo ainda necessário o acompanhamento do processo cicatricial até o restabelecimento da superfície ocular.

Palavras-chave/Key words/Palabras clave

membrana biológica; biomateriais; dermóide; cicatrização; córnea

Área

Biomaterials

Autores

RODOLFO MALAGO, HELOÍSA PEREIRA KAWAKAMI, LETICIA RAMOS DOMINGUES PINTO, SABRINA SILVA, ANGELA AKAMATSU, WILLER GUIMARÃES SILVA, ROSANE MARQUES RESENDE, LEONARDO JOSÉ RENNO SIQUEIRA, LUCAS MOURA SAMPAIO, MAURA KRÄHEMBÜHL WANDERLEY BITTENCOURT