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Dados do Trabalho


Título/Title/Titulo

ESTUDO COMPARATIVO DE ɣ-H2AX EM CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS DERIVADAS DO TECIDO ADIPOSO ABDOMINAL E FACIAL HUMANO FRENTE À RUVA E RUVB

Introdução/Introduction/Introdución

A descoberta que tecidos adultos têm células tronco (CT) com pluripotencialidade deu início a uma série de pesquisas, principalmente a partir do momento que o tecido adiposo (TA) e a pele tornaram-se fontes de obtenção e diferenciação de CT. Com isso, abriu-se novas perspectivas de tratamento para várias condições fisiopatológicas, com finalidade reparadora ou estética. As células-tronco mesenquimais (CTM) são também encontradas no TA, e sua escolha se deu pelo fácil acesso, minimamente invasivo e pelo alto rendimento celular. O TA, de acordo com sua localização anatômica, apresenta diferentes origens embrionárias e propriedades morfológicas distintas. Estas alterações influenciam na capacidade das CT, como diante do estresse oxidativo. O estresse oxidativo, pode comprometer a integridade celular por predispor a danos no DNA. Quebras na dupla-fita do DNA (DBS) são consideradas uma das formas de dano que podem comprometer a capacidade das CTM, e podem ser geradas a partir das radiações solares. Isto desencadeia a fosforilação de H2AX, gerando a isoforma ɣ-H2AX, que é um biomarcador de lesão de DNA.

Objetivos - Metodologia - Resultados - Discussão dos Resultados/Objectives - Methodology - Results - Discussion of Results/Objetivos - Metodología - Resultados - Discusión de los resultados

O objetivo deste estudo foi analisar, comparativamente, a presença do acúmulo do indicador de lesão de DNA γ-H2AX nas CTM do TA facial e abdominal em estado basal e após exposição às radiações UVA e UVB. Foram avaliados, a morfologia celular (por microscopia óptica de contraste de fase); viabilidade (por ensaio de MTS); e imunofluorescência para acúmulo de ɣ-H2AX em diferentes passagens de cultivo (baixas, médias e altas) no estado basal e após a exposição a radiações UVA e UVB. Os resultados mostraram que as CTM-TA de ambas as origens apresentam aderência ao plástico e morfologia celular fibroblastóide, e que isso é alterado após as radiações. Na RUVA independente da dose não foram constatadas diferenças na viabilidade/proliferação entre as origens celulares, o mesmo não ocorreu com a RUVB. Na imunofluorescência foi demostrada um padrão diferente de focos de ɣ-H2AX entre as RUVA e RUVB, sendo que na RUVA gera focos mais distinguíveis e ambos as células acumulam similarmente nas passagens médias e altas. Sob o estímulo de RUVB as CTM do TA abdominal acumulam mais ɣ-H2AX do que as faciais.

Considerações Finais/Final considerations/Consideraciones finales

Concluímos que as células de ambas as origens apresentam similar capacidade de adesão, morfologia e viabilidade celular, porém, apresentam diferenças na proliferação celular e no acúmulo de dano de DNA entre as diferentes passagens. Portanto as células faciais de passagens baixas são sugeridas como mais seguras para aplicações terapêuticas.

Palavras-chave/Key words/Palabras clave

ɣ-H2AX, células-tronco, RUVA, RUVB

Área

Mesenchymal stem cells/adultas

Autores

CAMILA ACORDI DA SILVA, PRISCILLA BARROS DELBEN, ROGERIO S GOMES, ANDREA GONÇALVES TRENTIN